Essa é uma das perguntas que mais aparecem no consultório: “Devo tomar algum suplemento durante o tratamento?” A resposta honesta é: depende. E depende muito.
Existe diferença importante entre suplementos com evidência real para o contexto oncológico e produtos com promessas vagas. Essa distinção pode ser a diferença entre ajudar e atrapalhar o tratamento.
Quando suplementos são indicados
Suplementos nutricionais orais hipercalóricos e hiperproteicos são indicados quando o paciente não consegue atingir suas necessidades pela alimentação: anorexia intensa, disfagia, mucosite grave ou pós-cirúrgico. Nesses casos, complementam a alimentação para evitar ou tratar a desnutrição.
Vitaminas e minerais: com cuidado
Deficiências específicas podem ser corrigidas com suplementação baseada em exames: não em suposição. Megadoses de antioxidantes durante quimioterapia são controversas: podem interferir na eficácia do tratamento ao proteger células tumorais dos radicais livres gerados pela terapia.
O que evitar sem orientação
Fitoterápicos e suplementos naturais merecem atenção. Muitos têm interações com quimioterápicos. A erva-de-são-joão, por exemplo, interfere no metabolismo de vários medicamentos oncológicos. Antes de iniciar qualquer suplemento, informe sua equipe de saúde.